quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ainda estou viva....

Antes das más noticias, aqui vai as boas: tem sido muito bom estar aqui, tenho andado calma e sem mudanças de humor (pelo menos ate ontem, mas j la vamos) Sempre com os meus amigos/as a andar por aqui e ali. E a agora vai ser só festa, pelo menos vou tentar e ao máximo que poder, como hoje vou já a duas. 
Agora a má noticia (Para quem me odeia Sobrevivi (Para quem me ama, ou algo do géneroTentando dizer isto de uma forma meiguinha, Ontem Ia morrendo. Não, não estou a exagerar.

A minha mãe anda e embirra por causa do telemóvel, das mensagens e não sei "ques" e ontem foi digamos a "gota de agua" por tudo e por nada embirrava, mandou-me ir buscar melão e o pudim, só que não encontrava o melão só via a melancia e disse-lhe, começou logo a dizer coisas e não sei que e que a culpa era do telemóvel (não encontrava o melão por culpa do telemóvel --' god, pormenor não era eu que estava com o telemóvel, era uma amiga minha) 

E coiso e tal, aturando os gritos dela, sento-me para comer a minha tigelinha de pudim, quando vem mais um Rund de gritos --' e atirou-me com um copo, e levantei-me para como se nada fosse para levantar a mesa como ela já tinha mandado. Ela ia, já não sei se era fazer ou dizer alguma coisa, e empurrei-lhe (não me lembro do que aconteceu nesse segundo, foi como (não sei se postei aqui isto) quando  atirei uma bola contra uma amiga minha) Ai o meu pai entrevi-o (que estava muito caladinho e calmo durante a gritaria ) a bater, diga-mos a forte e feio. 

Só que desta vez não foi como das outras vezes, eu estava a agarra-lhe os braços como podia e estava com mais força que ele (não sei onde a fui buscar), o que lhe deixou enervado como tudo. Então decide "emborrar-me" e eu bato com olho na ponta da mesa (de pedra, e hoje estou com um olho lindo)  e ai perdi a força, e ele ao bater-me acerta-me no ouvido, e ai pronto, deixei de sentir o corpo todo só sei que cai no banco. Mas como ele pensava que eu estava a fingir, ainda da-me mais uns abanões e ouço a minha mãe dizer: "Deixa-a mãe (porque a minha avo estava-me a agarrar, para o meu pai parar de me bater) Salvador, já chega" 

Ele acaba por parar de me bater, e depois so me lembro de estar debruçada na mesa, com uma dor enorme na garganta a babar-me toda, com um ataque de falta de ar grande, e como sentia muito mal o meu corpo, tive ao mesmo tempo um ataque de pânico.( Desde  que voltei a ter estes ataques, este foi sem duvida o mais forte que tive)  Só ao fim de não sei quanto tempo e que ele percebeu que eu estava mesmo mal (ai já estava mais para la do que para cá) , e ajudou o meu irmão a puxar-me ou algo do género para a minha mãe me "encharcar" de água.

Depois de passado os ataques, de já ter a respiração controlada, o meu pai chama-me para ir a salinha com ele, aí cum' catano passou-me tudo pela cabeça. Ele mandou-me fechar a porta, e como estava afastada dele, ele aproximou-se e eu encolhi-me com medo --'

"anda ca ao pai, eu não te vou bater. O pai só quer falar contigo" :O ele estava a ser simpático. A conversa pareceu tipo a filme, disse-lhe que a mãe e que não sabia pedir as coisas em condições e por isso não lhe ajudava,  e também expliquei-lhe que tinha isto deves em quando (ser violenta sem dar conta e sem saber porque) e compreendeu minimamente, e disse-lhe que ja tinha dito a mãe tinha isto e que não era normal. Então ele decidiu que quando regressar-mos vai levar-me ao medico. (se ate lá não se esquecer --') 

Bem e hoje, ninguém tocou no assunto, não me tiraram o telemóvel, e o meu pai também mandava-me fazer alguma coisas mas sempre calminho e sem me sobrecarregar muito. E o peço da consciência de ir matando uma filha, e também porque tenho algumas dores, nada fraquinhas como a do peito, apesar de não me queixar, e um ,pelo que ainda vi, hematoma na perna que nem eles sonham. 

E pronto esta é mais uma das vezes em que ia morrendo, e ia conhecer o meu jazigo, antes do 18 anos.

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